quinta-feira, 16 de outubro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Água virtual: como fazer essa conta.
É
cada vez mais comum se deparar com informações sobre a quantidade de água que
se gasta para produzir bens de consumo. O que pouca gente sabe é como esse
cálculo é feito e quanto o resultado pode variar de um país para outro ou mesmo
entre fabricantes em locais próximos
Segundo
a organização internacional Water Footprint*, a pegada de água de um produto ou
serviço é a soma dos volumes de água doce consumidos e/ou poluídos ao longo de
sua cadeia de produção. Entram nesse cálculo a utilização das águas de chuva,
das águas superficiais e subterrâneas e mais a quantidade necessária para
diluir os poluentes lançados nos cursos d’água, de modo que seus padrões de
qualidade sejam mantidos.
O
órgão também esclarece que a diferença entre o conceito de água virtual e de
pegada de água é que, no segundo caso, além de se considerar o volume de água
consumido, leva-se em conta o local de produção dos bens, a fonte da água e em
que ponto da cadeia ela é utilizada. Essas informações são importantes para
medir de forma mais precisa o impacto de cada produto sobre os recursos
hídricos do planeta.
Quando
nos deparamos com informações do tipo:
-
para se produzir um quilo de arroz, gastam-se 3 mil litros de água;
-
um quilo de carne de boi, 15.500 litros de água;
-
um litro de leite, mil litros de água e
-
uma xícara de café, 140 litros de água, estamos diante da média global de
consumo de água na cadeia produtiva dessas mercadorias. Mas esses dados podem
variar muito de um país para outro e mesmo entre produtores de locais não muito
distantes, que utilizem tecnologias diferentes. A própria Water Footprint tem
mapas que mostram a enorme variação da pegada de água em função do local onde
um produto é fabricado.
Antônio
Felix Domingues, coordenador de comunicação e articulação da ANA - Agência
Nacional das Águas, diz que, em certos países como o Brasil, nem sempre é fácil
obter as informações das empresas sobre o uso da água nas cadeias de seus
produtos e a média de consumo, às vezes, diz pouco na prática. "Os
fabricantes estão em diferentes estágios tecnológicos, têm portes variados e
muitas não gostam de entregar seus dados porque temem a concorrência ou sonegam
impostos". Para ele, os dados mais fiéis são os relacionados à irrigação,
facilmente identificáveis por satélite.
Felix
ainda lembra que os processos produtivos variam muito de um país para o outro.
"O pasto para o boi, no Brasil, geralmente não é irrigado, ao contrário do
criado no exterior. Nós conseguimos duas safras de milho sem irrigação,
enquanto a França só produz uma e irrigada". Ainda assim, ele reconhece a
validade do conceito: "A pegada de água nos desperta a consciência de que
tudo o que produzimos e adquirimos consome água e podemos usá-la de maneira
mais responsável".
COMO
FAZER A CONTA
Ainda
que se refiram apenas à média de consumo de água, os números elevados e tão
diferentes entre um produto e outro chamam a atenção de leigos e despertam a curiosidade
sobre como é feito o cálculo da pegada de água.
A
Water Footprint tem um extenso manual que explica, por meio de fórmulas
matemáticas complexas, o percurso da equipe de pesquisadores até chegarem aos
valores finais. De maneira resumida e simplificada, a conta é feita assim:
PEGADA
DE ÁGUA DE UM ANIMAL: Somatória da água utilizada em sua alimentação, mais a
água que ele bebe e a que é utilizada em serviços de higiene e cuidados.
A
pegada de água de um quilo de bife de boi (15.500 litros) considera que,
normalmente, o animal é abatido com três anos de vida e gera, aproximadamente,
200 kg de carne sem osso.
Ao
longo da vida, o boi consome em torno de 1.300kg de grãos (entre trigo, aveia,
cevada, milho, ervilha seca, farelo de soja e outros), 7.200 kg de pastagem,
feno e silo, bebe 24 m³ de água e gasta outros 7 para sua manutenção.
Essa
soma é dividida pelos 200 kg de carne produzidas pelo boi.
O
que significa que para cada quilo de carne, o animal consome 6,5 kg de grãos e
36 kg de pastagem e afins. Para produzir esses alimentos, são utilizados 15.300
litros de água. Somados aos 155 litros de água que o boi bebe e consome em sua
manutenção por quilo de carne produzido, chega-se à pegada de água do quilo de
bife.
PEGADA
DE ÁGUA DE UMA PLANTAÇÃO: Uso de água (m³/hectare) dividido pela produtividade
(toneladas/hectare).
A
quantidade de água requerida por uma plantação pode ser estimada com base em
dados climáticos, como temperatura do local e velocidade dos ventos, na
quantidade de chuvas, na irrigação necessária, nas características do vegetal e
no volume de água necessário para diluir os poluentes utilizados na plantação,
para que os cursos d’água próximos se mantenham com a mesma qualidade exigida
pela legislação local.
No
cálculo da pegada de água da cevada, por exemplo, dividem-se os 190 bilhões de
metros cúbico de água consumidos anualmente pela produção de mais de 146 mil
toneladas de cevada e chega-se ao valor de 1.300 litros de água por quilo.
PEGADA
DE UM PRODUTO DERIVADO DA PECUÁRIA OU DAS PLANTAÇÕES: A pegada de água do
produto de origem (a colheita ou o animal) é dividida entre seus produtos
derivados.
Por
exemplo, a pegada do arroz integral (produto processado) é igual à pegada do
arroz em casca (produto de origem) dividida pela quantidade de arroz integral
que se consegue obter por tonelada de arroz em casca processado. No caso da
soja que se transforma tanto em óleo quanto em farinha, é importante saber qual
a quantidade de soja é destinada para cada um dos dois produtos para que a
pegada de água seja dividida de forma proporcional entre eles.
Com
esse critério, a maior parte da pegada de água de um hambúrguer (2.400 litros)
se refere à água proveniente da alimentação do boi (15.300 litros por quilo, ou
2.295 litros para a média de 150g de um hambúrguer). Assim como a pegada de
água de 75 litros por 250 ml cerveja se deve, principalmente, à produção da
cevada.
A
pegada de uma camiseta de algodão(2.700 litros), de aproximadamente 250 gramas,
também vem, principalmente, da plantação de algodão: 45% está na irrigação, 41%
na absorção de água da chuva o crescimento da plantação e apenas 14% na
diluição dos resíduos de fertilizantes utilizados na safra e dos produtos
químicos da indústria têxtil.
CONSUMO
CONSCIENTE
A
partir da informação sobre a pegada de água de cada produto, é possível fazer
escolhas de consumo com mais consciência. Tomar café ou chá, por exemplo, gera
impactos bem diferentes: enquanto são necessários 140 litros de água para
produzir um xícara de café de 125 ml, uma xícara de chá com 250 ml demanda
apenas 30 litros.
Exigir
que os fabricantes informem a origem dos produtos que estão na prateleira do
supermercado também pode nos ajudar a optar por aqueles que estejam abaixo de
sua média global de pegada de água ou, pelo menos, que sejam produzidos em
locais onde não há escassez de água.
Segundo
o coordenador de comunicação e articulação da ANA, Antônio Felix Domingues,
ainda não é praxe no Brasil medir a pegada de água dos produtos. Ele prefere
apostar na cobrança de empresas pelo uso da água e na exigência de certos
níveis tecnológicos no processo produtivo como medida de economia do recurso na
cadeia dos bens produzidos. "Ainda desperdiçamos demais, mas é possível
aumentar a produção gastando menos água".
terça-feira, 16 de setembro de 2014
“Mudança climática já é irreversível”, diz relatório da ONU.
A mudança climática é
uma realidade e já se tornou irreversível. A conclusão é de um grande relatório
da Organização das Nações Unidas (ONU), que será publicado oficialmente em
novembro, mas que vazou para a imprensa nesta semana.
“A emissão contínua de
gases de efeito estufa provocará um maior aquecimento e, de longo prazo,
mudanças em todos os componentes do sistema climático, aumentando a
probabilidade de um impacto severo, generalizado e irreversível para as pessoas
e os ecossistemas”, diz o relatório.
Se as emissões de gases
de efeito estufa não forem limitadas, “há riscos de a mudança climática ser
alta ou muito alta até o final do século XXI”. Além disso, os especialistas
advertem que é provável que, em breve, as temperaturas subam mais de 2 graus Celsius
em relação à média, chegando a uma variação de até 3,7 graus.
Outra conclusão do
relatório é a de que os esforços para combater as alterações climáticas têm
sido insuficientes. “As mudanças climáticas que já ocorreram tiveram impactos
generalizados e consequentes sobre os sistemas naturais e humanos.”
O relatório de 127
páginas resume outros três relatórios do Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas (IPCC). Como o documento será lançado em novembro, após uma
conferência da ONU em Copenhague, ele ainda pode sofrer alterações.
domingo, 10 de agosto de 2014
Usina vai transformar em gás natural lixo produzido por oito municípios do Rio
A Usina de Tratamento
de Biogás do Aterro Dois Arcos, inaugurada na segunda-feira (4/8) pelo governo
do Rio em São Pedro da Aldeia, em conjunto com as empresas Osafi e Ecometano,
vai transformar em gás natural cerca de 600 toneladas de lixo produzidas diariamente
por oito municípios da Região dos Lagos, que formam o consórcio que construiu o
aterro sanitário. São eles: São Pedro da Aldeia, Búzios, Iguaba Grande, Arraial
do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Silva Jardim e Araruama. O projeto
recebeu investimento de R$ 18 milhões.
A usina ainda não está
ligada à rede da Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro (CEG-Rio), e, até
que o gasoduto seja construído, o biogás produzido no local será comprimido e
entregue a um consumidor industrial. Também nesta fase inicial, o gás obtido
vai abastecer os caminhões que fazem o recolhimento do lixo e os veículos da
própria companhia, que funcionarão com gás natural veicular (GNV).
“Depois, quando o
gasoduto estiver pronto – são quatro quilômetros, que devem ficar prontos entre
março e abril de 2015 – este gás vai ser misturado com gás da CEG-Rio”,
adiantou a coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula
Martins. A distribuição do produto aos consumidores será feita sem custos
adicionais, segundo ela. “O consumidor não vai distinguir que está consumindo
uma mistura [de gás natural e biogás], nem tem mudança no preço”. De início, a
produção diária será de 6 mil metros cúbicos de gás e, em oito anos, deve
chegar a 20 mil metros cúbicos, com produção estimada de 5 milhões de metros
cúbicos de biogás purificado por ano.
Maria Paula lembrou os
benefícios ao meio ambiente e disse que a usina vai evitar o lançamento na
atmosfera de cerca de 470 mil toneladas de dióxido de carbono até 2020 e poderá
gerar créditos de carbono, que serão emitidos pela Organização das Nações
Unidas (ONU). “Tem um aproveitamento nobre. O setor energético é caro, e a
gente acaba usando [o lixo] de forma produtiva para a empresa”, avaliou.
De acordo com o
pesquisador do Instituto Luiz Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de
Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciano
Basto, o Brasil economizaria cerca de R$ 32 bilhões por ano se reaproveitasse
todo o lixo produzido. Se a conta incluir os resíduos da pecuária confinada e
da agricultura, a economia ultrapassaria R$ 100 bilhões anuais.
O tratamento e
destinação adequadas dos resíduos também resolvem questões sanitárias. O gás
que seria naturalmente produzido e iria poluir a atmosfera é armazenado para
aproveitamento energético. Na forma de gás, como produzido na Usina de
Tratamento de Biogás do Aterro Dois Arcos, a utilização é bastante flexível,
segundo Basto. “Pode servir para geração elétrica no local ou fora,
transportado por caminhões; para fins veiculares; e até para injeção na
tubulação de gás que distribui pelo estado. Aí, pode ser usado para comércio, indústria,
residência”, listou.
Na avaliação do
pesquisador da Coppe-UFRJ, o caminho economicamente viável e ambientalmente
mais adequado “é pensar na substituição de combustível veicular, porque o
Brasil é importador de diesel e gasolina, que podem ser substituídos por
biometano”. De acordo com Batso, este gás tratado é competitivo do ponto de
vista financeiro na comparação com combustíveis líquidos. “Para a balança
comercial do país, pode ser muito interessante e mais vantajoso esse caminho”,
disse à Agência Brasil. O combate ao desperdício, por meio da substituição de
combustíveis importados, seria um ganho de produtividade imediato, segundo o
pesquisador.
Apesar das vantagens
dos aterros, Basto destacou que, como os resíduos sólidos são um problema que a
sociedade tem que resolver com urgência, é preciso buscar novas tecnologias de
tratamento para substituição dos aterros, que são difíceis de licenciar. A
partir daí, segundo o pesquisador, poderá haver sistemas de biodigestão que
comecem tratando o lixo, mas sirvam também para os resíduos da pecuária
confinada e da agricultura. “Isso se caracteriza como um mercado gigantesco no
Brasil, que sempre continuará a ser produtor e exportador de produtos
agropecuários”, avaliou. (Fonte: Agência Brasil)
domingo, 3 de agosto de 2014
Brasil compensa dez vezes mais emissão de carbono no Mundial
O Brasil compensou
quase dez vezes mais do que as projeções de emissões diretas de gases de efeito
estufa geradas pela Copa do Mundo FIFA 2014 – número de gols que a Seleção
levou apenas nos últimos dois jogos da competição. Com o encerramento, na
última semana, de chamada pública do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foram
compensadas 545,5 mil toneladas de carbono equivalente (tCO2eq), unidade de
medição das substâncias que interferem no aquecimento global. O número supera
as 59,2 mil tCO2eq estimadas para atividades como obras, uso energético nos
estádios e deslocamento de veículos oficiais.
A compensação decorreu
da doação de créditos de carbono em resposta à chamada pública do MMA. O edital
ficou aberto por três meses e teve a adesão de 16 empresas detentoras de
Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), os créditos de carbono, que são
projetos brasileiros de compensação de emissões certificados pelas Nações
Unidas. Nas operações, as RCEs foram canceladas das contas dos participantes de
projetos com o objetivo de garantir que elas não sejam usadas futuramente para
outros fins.
Legislação - A
compensação não envolveu qualquer transação financeira e atende à
responsabilidade ambiental amparada pela legislação brasileira. A ação do
governo federal alinhada à iniciativa privada está prevista pelo Artigo 65 da
Lei Geral da Copa. Conforme o dispositivo legal, as empresas que aderiram à
chamada pública receberam o Selo Baixo Carbono. Além disso, as companhias foram
incluídas em listagem organizada pelo poder público como doadoras oficiais de créditos
de carbono do Mundial.
Inventário coordenado
pelo MMA contabiliza as projeções de emissões do Mundial. De acordo com o
documento, a Copa pode ter gerado o total de 1,406 milhão de tCO2eq, quando
consideradas as emissões diretas e as indiretas. Desse total, a maioria teria
sido gerada indiretamente pelo transporte aéreo internacional (87,1%) e
nacional (9,2%). O restante se divide entre hospedagem (1,8%), obras (0,5%) e
operações (1,4%). Até o fim do ano, será concluído um inventário definitivo com
o número consolidado de emissões geradas pela Copa.
Saiba mais – O
Protocolo de Kyoto, acordo internacional com metas de redução de gases de
efeito estufa para os países desenvolvidos, criou um mercado voltado para a
criação de projetos de diminuição da liberação desses gases na atmosfera. Os
projetos desenvolvidos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
geram RCEs, também conhecidas popularmente como créditos de carbono.
Apesar de considerado
um fenômeno natural, o efeito estufa tem sido intensificado nas últimas décadas
acarretando mudanças climáticas. Essas alterações resultam do aumento
descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A
liberação dessas substâncias é consequência de atividades humanas como o
transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo
de energia. (Fonte: MMA)
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Conceitos de Educação Ambiental.
"Entendem-se
por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a
coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade." Política Nacional de Educação Ambiental -
Lei nº 9795/1999, Art 1º.
“A
Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da
prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter
social em sua relação com a natureza e com os outros seres humanos, visando
potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de
prática social e de ética ambiental.” Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Art. 2°.
“A
educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade
educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de
relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas
derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante
uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que
promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade,
tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as
habilidades e atitudes necessárias para dita transformação.” Conferência Sub-regional de Educação
Ambiental para a Educação Secundária – Chosica/Peru (1976).
“A
educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações
de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as
atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre
os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental
também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que
conduzem para a melhora da qualidade de vida”. Conferência Intergovernamental de Tbilisi (1977).
“A
Educação Ambiental deve proporcionar as condições para o desenvolvimento das
capacidades necessárias; para que grupos sociais, em diferentes contextos
socioambientais do país, intervenham, de modo qualificado tanto na gestão do
uso dos recursos ambientais quanto na concepção e aplicação de decisões que
afetam a qualidade do ambiente, seja físico-natural ou construído, ou seja,
educação ambiental como instrumento de participação e controle social na gestão
ambiental pública.”. QUINTAS, J. S.
Salto para o Futuro, 2008.
“A
Educação Ambiental nasce como um processo educativo que conduz a um saber ambiental
materializado nos valore séticos e nas regras políticas de convívio social e de
mercado, que implica a questão distributiva entre benefícios e prejuízos da
apropriação e do uso da natureza. Ela deve, portanto, ser direcionada para a
cidadania ativa considerando seu sentido de pertencimento e corresponsabilidade
que, por meio da ação coletiva e organizada, busca a compreensão e a superação
das causas estruturais e conjunturais dos problemas ambientais.” SORRENTINO et all, Educação ambiental como
política pública, 2005.
“A
Educação Ambiental, apoiada em uma teoria crítica que exponha com vigor as
contradições que estão na raiz do modo de produção capitalista, deve incentivar
a participação social na forma de uma ação política. Como tal, ela deve ser
aberta ao diálogo e ao embate, visando à explicitação das contradições
teórico-práticas subjacentes a projetos societários que estão permanentemente
em disputa.” TREIN, E., Salto para o Futuro, 2008.
“A
EA deve se configurar como uma luta política, compreendida em seu nível mais
poderoso de transformação: aquela que se revela em uma disputa de posições e
proposições sobre o destino das sociedades, dos territórios e das
desterritorializações; que acredita que mais do que conhecimento
técnico-científico, o saber popular igualmente consegue proporcionar caminhos
de participação para a sustentabilidade através da transição democrática”. SATO,
M. et all, Insurgência do grupo-pesquisador na educação ambiental
sociopoiética, 2005.
“Um
processo educativo eminentemente político, que visa ao desenvolvimento nos
educandos de uma consciência crítica acerca das instituições, atores e fatores
sociais geradores de riscos e respectivos conflitos socioambientais. Busca uma
estratégia pedagógica do enfrentamento de tais conflitos a partir de meios
coletivos de exercício da cidadania, pautados na criação de demandas por
políticas públicas participativas conforme requer a gestão ambiental democrática.” LAYRARGUES;
P.P. Crise ambiental e suas implicações na educação, 2002.
"Processo
em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão
ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo
para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento
das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade,
procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação
social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política." MOUSINHO, P. Glossário. In:
Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21.Rio de Janeiro: Sextante.
2003.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
ONU apresenta ações específicas para frear aquecimento global.
A ONU apresentou nesta
terça-feira (8/7) um relatório encomendado a analistas internacionais que detalha
ações específicas que devem ser aplicadas pelos países para manter o
aquecimento global abaixo dos 2 graus centígrados.
O documento é uma
tentativa de estabelecer objetivos claros para as negociações sobre a mudança
climática do próximo ano e procura facilitar as vias para que a comunidade
internacional cumpra os objetivos já fixados.
“O mundo se comprometeu
a limitar o aquecimento abaixo dos 2 graus, mas não se comprometeu com as
formas práticas para cumprir esse objetivo”, explicou o pesquisador da
Universidade de Colúmbia e um dos responsáveis pelo relatório, Jeffrey Sachs.
Segundo os autores do
texto, alcançar esta meta exige uma “enorme transformação”, mas é possível se
os países se comprometerem.
A estratégia que
propõem se baseia em três pilares: uma maior eficiência energética em todos os
setores, o impulso de fontes renováveis e da energia nuclear para a produção de
eletricidade e a substituição dos combustíveis fósseis em transporte, calefação
e indústria.
Os cientistas
consideram que uma mudança das temperaturas globais acima dos 2 graus poderiam
provocar problemas graves e irreversíveis na Terra.
O secretário-geral da
ONU, Ban Ki-moon, assistiu a apresentação do relatório e pediu que os governos
adotem medidas contundentes.
Ban lembrou que os
países podem usar diferentes combinações para alcançar estes objetivos, mas
ressaltou que “todos devem embarcar na mesma viagem” para combater a mudança
climática. (Fonte: ONU – BR).
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