domingo, 20 de abril de 2014

PUBLICIDADE DIRIGIDA ÀS CRIANÇAS DEVE ACABAR IMEDIATAMENTE (ALANA)


Publicada no Diário Oficial da União, Resolução 163 do Conanda, de 13 de março de 2014, considera abusiva toda publicidade direcionada às crianças. 
O texto diz que “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.
A resolução lista os seguintes aspectos que caracterizam a abusividade:
-       linguagem infantil, efeitos especiais e excessos de cores;
-       trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;
-       representação de criança;
-       pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
-       personagens ou apresentadores infantis;
-       desenho animado ou de animação;
-       bonecos ou similares;
-       promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil;
-       promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.
Com a resolução, a partir de hoje fica proibido o direcionamento à criança de anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens, promoções, merchandising, ações em shows e apresentações e nos pontos de venda.
O texto versa também sobre a abusividade de qualquer publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e escolas de educação infantil e fundamental, inclusive nos uniformes escolares e materiais didáticos.
Para o Conanda, composto por entidades da sociedade civil e ministérios do governo federal, a publicidade infantil fere o que está previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código de Defesa do Consumidor.
O Instituto Alana integra o Conanda, na condição de suplente, e contribuiu junto aos demais conselheiros na elaboração e aprovação desse texto.

“A partir de agora, temos que fiscalizar as empresas para que redirecionem ao público adulto toda a comunicação mercadológica que hoje tem a criança como público-alvo, cumprindo assim o que determina a resolução do Conanda e o Código de Defesa do Consumidor”, afirma Pedro Affonso Hartung, conselheiro do Conanda e advogado do Instituto Alana. “É um momento histórico. Um novo paradigma para a promoção e proteção dos direitos da criança e do adolescente no Brasil”, comemora o instituto Alana.

É uma vitoria muito importante contra os abusos da publicidade infantil e principalmente no consumismo das crianças que cresce em proporções assustadoras no Brasil. Estaremos discutindo mais a fundo com postagens de outros artigos sobre o assunto. Aguardem...

sábado, 5 de abril de 2014

Brasil se torna referência mundial no combate ao aquecimento global

O Brasil se tornou um dos países mais preparados no combate aos avanços e impactos do aquecimento global. O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgado em Yokohama, no Japão, revelou que todas as nações estão sujeitas aos efeitos do possível aumento da temperatura global. As medidas e políticas adotadas ao longo dos anos em território nacional, no entanto, colocam o Brasil em papel de destaque diante da comunidade internacional.

A queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) demonstra essa liderança. Sozinho, o Brasil reduziu, em 2010, o dobro dos índices verificados por todos os países desenvolvidos, agrupados no Anexo 1 do Protocolo de Kyoto, acordo internacional que estabelece metas de corte na liberação de gases na atmosfera. Além disso, a redução de GEE gerada pelo controle do desmatamento em apenas um ano equivale às emissões totais anuais de locais como a Espanha e o Reino Unido.

Batizado de Sumário para os Formuladores de Políticas, o relatório do IPCC enfatiza que as mudanças climáticas poderão afetar e trazer prejuízos para o mundo todo. A pesquisa feita por representantes de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros, atenta para os impactos tanto ambientais quanto humanos. “É um questão global que tem de ser tratada seriamente pelas Nações Unidas”, salienta o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Carlos Klink. “Mesmo os países que estão bastante preparados vão sofrer as consequências”.

Adaptação - O relatório do IPCC destaca, entre outros aspectos, medidas de adaptação como os acordos de cooperação e as ações voltadas para a agropecuária desenvolvidas na América do Sul. No Brasil, as iniciativas incluem investimentos como os do Fundo Amazônia e do Fundo Clima e a adoção de nove planos setoriais de mitigação e adaptação em setores variados, entre eles indústria, transportes e controle de desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

Além disso, deve ser concluído, até o fim do ano, o Plano Nacional de Adaptação, compilado de ações em 10 áreas. Saúde pública e prevenção de desastres naturais são alguns dos temas que integrarão o plano e já se encontram em execução. “Está sendo feito um mapeamento de vulnerabilidade e de quais as metodologias, os custos e projeções econômicas para essas questões”, explica Klink.

A participação popular será fundamental no processo. Depois de submetida e aprovada pelo Grupo Executivo (GEx) do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), a primeira versão do Plano Nacional de Adaptação passará por consulta pública. “Ao trabalhar a adaptação, é preciso considerar a vulnerabilidade econômica e social e a resiliência, um conceito novo para o público”, observa o secretário.


Saiba mais – Apesar de ser considerado um fenômeno natural, o efeito estufa tem sofrido alterações que se tornaram as causadoras do aquecimento global. As mudanças decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases de efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas e econômicas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura e a pecuária. (Fonte: MMA)

sexta-feira, 7 de março de 2014

TEA Brasil contribui com o projeto Padrões de Atendimento Fiat na concessionária da Vime de Guaxupé e São José do Rio Pardo.

PADRÕES DE ATENDIMENTO FIAT.
Nestes novos tempos, alguns paradigmas se fazem presentes como o foco do cliente, segmentação de mercado, o atendimento às necessidades de cada tipo de cliente, a qualidade dos serviços prestados (respostas rápidas as suas solicitações) e a valorização do potencial humano das concessionárias, são fatores preponderantes ao objetivo que todos desejam alcançar, que é o sucesso e a continuidade do negócio concessionária FIAT.
O projeto é um modelo de gestão desenvolvido pela FIAT do Brasil e implantado na rede de concessionárias FIAT. Visa implantar o modelo de Gestão por Processos e tem como foco o atendimento, a qualidade e a lucratividade.
Utiliza o SQF (Sistema de Qualidade Fiat), como ferramenta metodológica e suporte, especialmente desenvolvida para ser utilizada na implantação do projeto. Atua através de melhoria contínua e tem como fator de sustentabilidade os bons resultados obtidos, concretizando assim, o ciclo de vida do cliente.
O Blog TEA Brasil contribuiu através de palestras na parte ambiental do projeto.

MACRO PROCESSO DO MEIO AMBIENTE

Objetivo
Tem o objetivo de melhorar a qualidade dos processos, atendimento e serviços de forma sustentável ao longo do tempo, introduzindo os conceitos ambientais na Rede de Concessionárias.
A concessionária necessita preocupar com a qualidade do seu ambiente proporcionando um local agradável para seus funcionários e clientes.
A concessionária necessita possuir um sistema de coleta seletiva, racionalizar o uso dos recursos energéticos,  racionalizar o uso dos recursos hídricos e promover ações relacionadas à preocupação com o meio ambiente.
A COMO:
 Criar cartilhas para distribuição ao público.
 Produzir pequenos sacos de lixos para colocação dentro dos veículos.
 Criar faixas, cartazes e outdoor valorizando o meio ambiente, nas datas comemorativas.
 Promover, ações periodicamente, com doação de mudas de espécies nativas;

Promover palestras sobre os principais temas ambientais em discussão (efeito estufa, aquecimento global, desmatamento etc). Concessionária necessita desenvolver práticas de educação ambiental.   Palestras – TEABrasil.

Fotos das palestras:

São José do Rio Pardo - SP













Guaxupé MG




sábado, 11 de janeiro de 2014

PARTICIPEM DESSA LUTA.

Dentre as pessoas que provaram álcool, o porcentual de adolescentes que confessaram ter bebido nos últimos 12 meses é maior do que o número de adultos, 71% e 64%, respectivamente. Enquanto a maioria dos jovens de 16 e 17 anos bebe geralmente na companhia de amigos, é com a família que 44% dos adolescentes de 12 e 13 anos costumam ingerir as bebidas alcoólicas. A pesquisa mostra que a idade do primeiro gole é cada vez mais cedo. Os adultos confessam que começaram a beber com 15 anos, os adolescentes reconheceram que, na média, iniciaram com quase 14 anos. Mas admitem que deveriam começar a beber só depois da maioridade.

Um dos motivos está na mídia, pois a restrição para a publicidade só é aplicada às bebidas com teor alcoólico superior a 13 graus Gay-Lussac. As cervejas em especial são as principais beneficiárias, e as crianças e jovens arcam com as consequências dessa superexposição.

Fonte: Alana.

Para pressionar o congresso assine a petição no link:

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A cidade que temos. A cidade que queremos (Planeta Sustentável)


Professora de Geografia em uma escola de Rondônia, Telma Oliveira Medeiros incentivou os alunos a elaborarem propostas de melhoria para o município de Ariquemes, onde vivem. O trabalho escolar foi um sucesso e acabou sendo apresentado à comunidade no auditório do Ministério Público Municipal.


Refletir sobre o desenvolvimento sustentável na prática era o objetivo da professora Telma Oliveira Medeiros quando propôs ao 9º ano da EE Heitor Villa-Lobos, em Ariquemes, a 198 quilômetros de Porto Velho, que elaborasse propostas de melhoria para o município. Assim, ela trabalhou os conteúdos previstos para essa etapa, como turismo ecológico, cidades e hábitos de consumo mundializados, além dos objetivos de desenvolvimento do milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) com base na geografia local. Também discutiu dois conceitos indissociáveis – economia e meio ambiente. “Fala-se muito sobre a importância de desenvolver o planeta do ponto de vista econômico, mas ao mesmo tempo colocamos na cabeça das crianças que é preciso preservá-lo. Isso cria um nó. A solução é apresentar o conceito de sustentabilidade”, explica André Mascaro Peres, professor de Geografia do Colégio Ítaca, em São Paulo.
A professora iniciou o projeto apresentando vídeos da coleção Patrimônios da Humanidade, da Unesco, que retratam iniciativas sustentáveis realizadas por algumas cidades europeias. Assim, ela pretendia mostrar possibilidades reais de mudança, fazendo com que os alunos percebessem que se trata de algo que depende de pequenas e grandes ações. Após a apresentação, eles discutiram sobre o que tinham observado. “A ideia era sair dos exemplos europeus que vimos nos vídeos e começar a pensar no nosso entorno”, diz Telma.
A princípio, os jovens não acreditavam na possibilidade de adaptar os modelos a Ariquemes. “Ela nunca vai ficar assim!” ou “Ninguém gostaria de conhecê-la”, lamentavam.
Em seguida, Telma levou os estudantes ao laboratório de informática, onde tiveram acesso a textos sobre desenvolvimento sustentável, turismo ecológico e os objetivos de desenvolvimento do milênio da ONU. Também leram trechos do livro didático. Com base nas pesquisas, todos fizeram anotações e produziram textos individuais sobre o que tinham entendido a respeito do conceito de sustentabilidade.

Na próxima etapa, a classe fez uma mesa-redonda para socializar suas descobertas. À medida que todos apresentavam as informações e discutiam, Telma estimulava paralelos entre o que tinha sido visto e a cidade, levando-os a refletir sobre os problemas locais. Ela perguntou, por exemplo, qual era a relação dos temas presentes nos textos, como coleta de lixo, tratamento da água, reciclagem e saúde, com a cidade.
A turma concordou que os assuntos tratados tinham tudo a ver com Ariquemes. Também ficou encantada com as possibilidades do turismo ecológico. “Quando os estudantes leram um artigo a respeito, começaram a pensar em alternativas. Algumas difíceis, mas possíveis”, explica a docente.
Nesse momento, é importante problematizar a viabilidade das ideias. “É possível fazer isso?”, “Como?” e “Que recursos financiariam nossas propostas?”. Essas perguntas levam a garotada a refletir sobre suas sugestões, considerando que as soluções nem sempre são simples ou dependem apenas da boa vontade das pessoas, mas também exigem a participação de outros agentes, como o governo.
A aula seguinte foi feita em parceria com a coordenadora de mídias da escola, Maria Cecília Correa de Andrade, que ministrou uma oficina sobre diagramação e publicação da revista digital em uma plataforma online.
ESTUDAR A REALIDADE LOCAL
Uma palestra com o promotor de Justiça foi organizada. Ele falou sobre a preservação da mata ciliar no município. A questão é muito debatida na região devido às novas leis de preservação. A vegetação nativa é a Floresta Amazônica e a economia, historicamente exploradora, se desenvolveu no ciclo da borracha e atualmente vive da extração de minérios e de madeira.
A agropecuária também é bastante presente na região, o que levou a mais desmatamento. “Estamos passando por um processo de aceitação dessa lei. Muita gente não admite preservar a vegetação, pois ainda tem aquela concepção tradicional de que área produtiva é floresta derrubada”, explica Telma.
Durante a palestra, os alunos entraram em contato com a legislação ambiental. “Assim, eles perceberam que havia muitas outras pessoas igualmente preocupadas em preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, com o desenvolvimento”, diz a professora.
Por fim, os jovens, divididos em grupos, passaram à formulação de suas propostas. O contraturno foi usado para reuniões e pesquisas em livros e na internet (o Planeta Sustentável é uma boa indicação).
Eles abordaram um leque variado de temas, como a construção de um aquário com peixes da região, a conscientização dos moradores para o uso adequado e o reaproveitamento da água, a implementação de cisternas para captação da chuva, a criação de áreas verdes e de lazer em terrenos abandonados e a preservação da mata nativa.
O grupo de Gabriela de Kassia Fogaça Rosário, 15 anos, escolheu repensar a coleta de lixo, sugerindo que a população fizesse a separação dos materiais em casa. Em Ariquemes, isso ainda não é uma prática disseminada. “A gente sempre ouve falar que tem de reutilizar o lixo, mas isso ainda não é feito.”
Na sala de informática, os grupos organizaram as propostas em slides, com a ajuda da professora e da coordenadora de mídias. Depois, realizaram uma apresentação, na qual a professora fez a primeira avaliação dos trabalhos. Todos receberam retorno do que deveria ser melhorado para a exibição final.
Nesse momento, vale problematizar formas de viabilizar cada proposta novamente. “Construir cisternas é fácil?”, “Como isso seria feito?”, “De que adianta separarmos o lixo em casa se a cidade não possui um programa de coleta seletiva?” e “Como faríamos para transformar os terrenos baldios em áreas de lazer?”, “O município compraria esses espaços?” e “Teria dinheiro para tanto?” são questões que contribuem para o debate.
Depois das correções, foi a vez de reunir os projetos e publicá-los na plataforma virtual. O material foi enviado ao promotor de Justiça, que sugeriu a apresentação dele no auditório do Ministério Público Municipal, com a participação de pais, professores, colegas e comunidade em geral. “Foi ótimo fazer isso. As autoridades puderam nos ouvir e conhecer nossas propostas”, comemora a estudante Gabriela. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Colégio público do Rio é certificado 1ª escola sustentável da América Latina.

Quase três anos depois de sua primeira aula, realizada em fevereiro de 2011, o Colégio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro, continua rendendo bons frutos. Além de possuir a segunda melhor média de rendimento escolar do Estado, a escola se tornou oficialmente a primeira instituição de ensino totalmente sustentável da América Latina, ao receber a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pela organização internacional Green Building Council.
A escola foi construída em modelo de parceira pública-privada pela ThyssenKrupp CSA, o governo estadual e prefeitura do Rio de Janeiro, em um dos bairros com pior índice de desenvolvimento humano da cidade, Santa Cruz, situado na zona oeste.
A unidade, que desde a construção visou reduzir até 40% no consumo de energia, passou por uma série de inspeções que atestaram a eficácia das mais de 50 medidas voltadas para maximizar o aproveitamento dos recursos naturais e a eficiência energética. Foram investidos R$ 16 milhões no projeto.
Medidas – Além de energia solar e coleta seletiva, o Colégio Estadual Erich Walter Heine tem instalações que captam a água da chuva para ser usada nos sanitários, jardins e na limpeza da escola, com economia de 50% da água potável. As lâmpadas LED em todo o edifício reduzem em até 80% o consumo de energia.
O formato de catavento da construção e o telhado verde reduzem a temperatura, em uma região que facilmente ultrapassa 40ºC no verão. A unidade possui ainda uma área com uma piscina semiolímpica, com deck de madeira verde e borda revestida por um material que não absorve calor.

Outros destaques da escola são o eco-pavimento no estacionamento, feito com material permeável que permite a passagem de água e ar, evitando bolsões de água, e o telhado verde, que além da vegetação para diminuir a absorção de calor e reabsorver a água da chuva também é utilizado como espaço de aprendizagem. Por fim, a unidade é totalmente adaptada para receber pessoas com necessidades especiais, com portas mais largas, pisos táteis, rampas com pouca inclinação e inscrições em braile. (Fonte: Eco Desenvolvimento). 
A escola sustentável é uma realidade possível e essa é a 'batalha", a proposta do TEA para o Ensino formal e não-formal.
Veja mais no vídeo através do link: http://www.youtube.com/watch?v=XQ1ktLvulek