quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Falta de estrutura (e vontade) dificulta implementação de educação ambiental nas escolas.

Fundada na Cidade de Goiás, a Escola Pluricultural Odé Kayodê é tida como exemplo na área de educação ambiental. Ali, crianças de entre 3 e 10 anos aprendem na prática como é o ciclo das plantas num jardim plantado por elas mesmas. Também conhecem a vida no campo, em uma fazenda próxima, e aprendem sobre conservação da água em um rio que passa atrás da escola.
Há 15 anos, o tema sustentabilidade está presente em todas as disciplinas. “Em uma prova de matemática, você tem que saber qual o resultado de três árvores mais duas árvores. É assim que a gente tem meio ambiente em tudo”, explica a educadora Emicléia Alves Pinheiro
O Ministério da Educação (MEC) quer que, assim como no colégio de Cidade de Goiás, a educação ambiental passe a fazer parte do cotidiano de todas as instituições de ensino do país. A escola, no entanto, é exceção. Transformar o tema em uma realidade ainda é um projeto distante em praticamente todas as cidades brasileiras.
Apenas 0,5% dos colégios públicos teriam condições hoje de cumprirem com as diretrizes de educação ambiental, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Faltam professores, infraestrutura e investimento para fazer com que as Diretrizes Curriculares para a Educação Ambiental, aprovadas em 2012 durante a Rio +20, saiam do papel.
“A maioria dos professores têm muita vontade. Muitos já têm até algum conhecimento, mas não possuem recursos. As verbas para as escolas são restritas e até para treinamentos, nós temos que oferecer os materiais em vários casos”, diz Miriam Duailibi, presidente do Instituto Ecoar, que forma professores em todo o país.
Falta de pessoal – O desenvolvimento da educação ambiental é uma necessidade para todas as regiões brasileiras, segundo o MEC. Nordeste e Norte são apontados como as áreas que demandam maior atenção para incentivo desse tipo de iniciativa, por causa das condições de infraestrutura e de gestão das escolas.
Para atender às exigências do MEC, muitas unidades comprometem outras disciplinas. “Em alguns lugares, eles tiram uma aula de ciências, por exemplo, e colocam uma de educação ambiental. O problema é que nem sempre há profissional qualificado para isso. Não é possível trabalhar transversalmente com a estrutura de hoje”, afirma o secretário de assuntos educacionais do CNTE Heleno Araújo.
A falta de tempo é outro aspecto que impacta o processo, segundo especialistas. “O professor tem de trabalhar em várias escolas, para poder sobreviver, o que não permite que invista em sua especialização e atualização. É necessária formação continuada destes professores, investir em sua valorização profissional”, comenta o pós-doutor em educação ambiental, Luiz Fernando Silveira Guerra.
A realidade vai de encontro ao que as diretrizes determinam. Resultado de cinco anos de debates entre educadores ambientais, legisladores e sociedade, elas estabelecem o tema como prioritário, que deve ser tratado de forma transversal.
“Não pode ser trabalhada de forma isolada. Em todas as aulas seria necessário haver lições que abordem este tema, para estabelecer um convívio harmônico e integrado com o meio ambiente”, explica Duailibi.
Iniciativas isoladas – Apesar de existir um movimento governamental que incentiva a inserção do tema educação ambiental em todos os níveis, os projetos existentes ainda são ações pontuais. Guerra afirma que “maior parte das iniciativas ainda ocorre em projetos e atividades extra-curriculares, com a participação de poucos professores”. Em muitos casos, eles são incentivados por organizações civis e com apoio da comunidade escolar.
Exemplo disso pode ser visto em Joinville (SC). Através da parceria entre professores, alunos, funcionários, pais e a comunidade local, a realidade do Centro de Educação Infantil Municipal Raio de Sol foi transformada. A partir de 2010, áreas antes de cimento ganharam vida ao receberem espaços como lagoa, jardim, horta e pomar.
“As crianças não podiam andar descalças, porque tudo era de cimento e brita. Agora, elas têm vários espaços onde podem interagir com a natureza”, comenta Marlene Malschitzky, supervisora gestora da Secretaria Municipal de Educação.
O Ministério da Educação reconhece que ações como esta ainda precisam de mais incentivo. A entidade garante que ainda falta investimento e estrutura.
“A maioria das escolas ainda está às voltas com questões, que embora de caráter socioambiental, não são reconhecidas como tal, como espaços físicos insuficientes, inadequados e mal aparelhados. Há escolas, por exemplo, que não dispõem de água corrente, coleta de esgotos ou prédio próprios. Há também uma grande dificuldade dos educadores e gestores públicos em converterem as questões socioambientais em pauta, seja nas aulas, seja fora delas, promovendo o enfoque transversal”, destaca Macaé Evaristo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC.

De acordo com ela, são realizados investimentos em seminários e formação continuada de professores, para garantir o aprofundamento no tema. Além de projetos para disponibilizar recursos em projetos nessa área. Ela também destaca que é realizada a Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente, que reúne professores e alunos de todo o país em eventos regionais e nacionais, para debater a educação ambiental. (Fonte: Terra)

domingo, 18 de agosto de 2013

Desenvolvimento sustentável terá cinco linhas de ação, MMA.

Cinco linhas de ação deverão compor os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que passarão a valer a partir de 2015, em substituição aos Objetivos do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU). O tema foi discutido pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixiera, em conferência realizada na tarde desta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro.
O documento que contém a primeira versão dos ODS será apresentado no próximo mês em assembleia da ONU. Segundo a ministra, que integra o Painel de Alto Nível sobre a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 das Nações Unidas, os objetivos definem uma mudança na sociedade. “Os ODS sinalizam um novo caminho para não perder o que foi alcançado com os objetivos do milênio”, explicou. “É preciso repaginar essa visão.”
Inclusão - Organizado pela presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a conferência enfatizou a importância da participação social no processo. Segundo Izabella, questões como inclusão social, erradicação da pobreza e promoção de uma economia verde estão entre os aspectos contemplados pelos ODS. “A inclusão social tem de estar cada vez mais presente no debate”, afirmou.

As metas propostas também deverão levar em consideração as particularidades de cada nação. “Serão trabalhadas soluções para os países em guerra e para aqueles que não vivem em regime de democracia”, exemplificou a ministra. “Os objetivos tocam em uma série de situações e buscam uma ruptura com a polarização que existe atualmente.” (Fonte: MMA)



domingo, 11 de agosto de 2013

Dilvulgue essa idéia...

"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre." (Paulo Freire)



quarta-feira, 31 de julho de 2013

CONSUMO INFANTIL


Este movimento nasceu em março de 2012 devido à indignação dos participantes do Grupo de Discussão Consumismo e Publicidade Infantil. Nessa época, alguns membros do grupo resolveram participar do debate proposto pela campanha “Somos Todos Responsáveis”, da ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). Ao contrário do que seria de se esperar, rapidamente pudemos concluir que o verdadeiro intuito da campanha era culpabilizar exclusivamente os pais, colocando-os como únicos responsáveis por controlar a exposição de seus filhos às propagandas abusivas veiculadas atualmente. Assim, a campanha mostrou-se parcial, na medida em que defende a autorregulamentação e o “bom senso” dos anunciantes como os únicos controladores da publicidade infantil. 
Visite o site:

http://infancialivredeconsumismo.com/

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Modelo de Desenvolvimento Econômico MDE

Os modelos de “desenvolvimento” econômicos  impostos pelos países desenvolvidos (G8) por meio de diversos processos e instituições, como o Sistema Financeiro Internacional, o FMI, o Banco Mundial e outros, legaram-nos uma situação socioambiental insustentável, como foi concluído na Rio-92. Esse modelo de "desenvolvimento" gera os seguintes aspectos nos países subdesenvolvidos:

-Fundamentado no lucro a qualquer custo.
-Está atrelado a lógica do aumento da produção.
-Essa produção crescente precisa ser consumida rapidamente.
-O consumo é estimulado pela mídia – especialista em criar necessidades desnecessárias.
-O binômio produção-consumo gera uma maior pressão sobre os recursos naturais causando mais degradação ambiental.
-Essa degradação reflete-se na perda da qualidade de vida.

-Para recuperar o que degradou, tomam-se empréstimos ao Sistema Financeiro Internacional que lucrou com a degradação desse ambiente.

sábado, 13 de julho de 2013

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO FUNDAMENTAL.

A natureza fornece “recursos” e sustenta o desenvolvimento da sociedade, sendo pouco a pouco associada a ideia de habitat. Essa associação ajuda a entender o ambiente nas suas interações físicas e sociais, constituído por uma diversidade territorial de distintos indivíduos, grupos sociais e culturais. Por isso, os estudos ambientais tornam-se importante para o desenvolvimento das relações instauradas entre sociedade e natureza.
Muitos problemas ambientais, existentes no local, são resultantes da deficiência de infraestrutura básica nos assentamentos urbanos, como esgoto sanitário, coleta de lixo e, sobretudo, a falta de controle e monitoramento ambiental por parte das comunidades envolvidas e órgãos governamentais. Esses processos intensificam a erosão e aumentam as áreas de deposição de sedimentos que atingem os leitos dos rios, gerando conflitos de uso do solo e deteriorando a qualidade das águas.
O diagnóstico desses conflitos servirá de base para problematizar o conhecimento e desenvolver habilidades e capacidades para se operar com o espaço geográfico. O projeto de educação ambiental é um instrumento que o professor pode utilizar para explicar e representar a construção de diferentes tipos de paisagens e territórios que compõe a geografia do lugar.

A educação ambiental visa auxiliar o aluno a agir no espaço e a influir na sua construção. Efetivamente possibilita: atitude de participação ativa na construção e produção de moradia; corresponsabilidade em gestão territorial; valorização da vida no espaço; respeito ao direito das pessoas pelo deslocamento espacial e ética ambiental. Como formação e exercício de cidadania refere-se a uma nova forma de encarar a relação do homem com a natureza, baseada numa nova ética, que pressupõe outros valores morais e uma forma diferente de ver o mundo e os homens.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

1ª SEMANA DO MEIO AMBIENTE EM GUARANÉSIA.





Participação em uma mesa redonda sobre Meio Ambiente e resíduos sólidos, diretrizes para o município. 
Palestras em escolas municipal e estadual sobre a importância da água.